7h. Donald Trump promete "vitória total" no Médio Oriente

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Jornal das 7, com edição de Carla Jorge de Carvalho. Carla, o executivo da AD mudou dois terços das administrações hospitalares em pouco mais de dois anos de governação. Num universo de 26 presidentes, 18 são próximos do PSD e do CDS, e muitos deles foram substituir militantes do Partido Socialista.
Significa isto que 69% dos novos presidentes das Unidades Locais de Saúde são próximos dos partidos do governo. A esmagadora maioria tem cartão de militante. Olhando um a um para os nomeados, encontram-se antigos deputados, presidentes de câmara que tiveram de interromper mandatos, candidatos autárquicos que foram nomeados semanas depois de falharem a eleição ou presidentes de estruturas locais do PSD. Carlos Pedro.
E se muitos têm experiência profissional de administração hospitalar, vários têm apenas experiência na direção de unidades de cuidados de saúde primários. Há também outros sem qualquer formação ou experiência nas áreas de gestão e saúde. O que é certo, no entanto, é que todos os nomes foram aprovados pela CRESAP, a Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública.
Carlos, vamos então a alguns exemplos. A nomeação mais recente de alguém próximo do PSD para dirigir uma ULS aconteceu no mês passado para a região de Aveiro.
O governo nomeou o enfermeiro Ricardo Correia de Matos. É um de vários novos presidentes das Unidades Locais de Saúde que foi candidato às autárquicas de outubro do último ano. E se olharmos para a Unidade Local de Saúde do Nordeste, encontramos Miguel Abrunhosa, é presidente da concelhia do PSD Bragança. Antes disso, ocupou funções como chefe de gabinete do então presidente da autarquia. Outro exemplo encontra-se no Alentejo. Há menos de um ano, Carlos Mateus Gomes estava em campanha para ser eleito presidente de câmara de Arraiolos. Falhado o objetivo, foi nomeado para liderar a ULS do Alentejo Central. É militante do PSD há cerca de quatro anos.
E o que diz o governo?
A Ministra da Saúde rejeita nomeações de cariz político. Disse-o na semana passada no Parlamento e também num artigo no jornal Público. Em fevereiro do ano passado, foi taxativa ao afirmar que o PSD não manda nas nomeações para o SNS. Ana Paula Martins acusou até o PS de ter pouca moralidade para fazer essa crítica. Lembrou que todos os 36 conselhos de administração das Unidades Locais de Saúde foram escolhidos por socialistas na altura do governo de António Costa. Confirma-se que em várias mudanças de administrações houve troca direta de militantes do PS por militantes do PSD e nem sempre o atual governo esperou pelo fim dos mandatos. Em 26 nomeações deste governo, oito foram feitas antes dos mandatos terminarem.
Carlos Pedro, com as mudanças nos conselhos de administração das ULS, que não devem ficar por aqui. De acordo com declarações da direção executiva do SNS ao jornal Público, há atualmente seis administrações de Unidades Locais de Saúde que estão à espera de serem reconduzidas ou substituídas.
Este é o artigo que faz manchete a esta hora no Observador, tem assinatura do jornalista Miguel Pereira Santos. E a antiga ministra da Administração Interna, Maria Lúcia Amaral, diz que saiu do governo porque não tinha autoridade suficiente dentro do executivo e admite ainda que não tinha os meios, nem o conhecimento técnico para se manter no cargo.
É a primeira vez que Maria Lúcia Amaral fala em público desde que abandonou o cargo de ministra da Administração Interna, em fevereiro deste ano. À entrevista à Antena 1, a ex-governante recorda a época dos incêndios do ano passado e também a tempestade Cristine, em janeiro deste ano, para explicar por que decidiu sair do governo.
Quando aconteceu o que aconteceu, quer no verão, quer depois no inverno, eu tive a noção de que não tinha meios, em toda a dimensão da palavra meios, os conhecimentos técnicos, o domínio do terreno, o conhecimento exato das pessoas, das corporações, até à sua ínfima particularidade, que estão no terreno, para reagir imediatamente com a velocidade que se requer ao contingente, ao imprevisível.
Maria Lúcia Amaral diz ainda que saiu do cargo de ministra da Administração Interna também porque não tinha autoridade suficiente.
Eu tinha advertido logo de início que não continuaria se entendesse que não dispunha mais de autoridade.
E foi o caso.
E foi o caso.
Não ter o poder suficiente, é isso?
Admitamos que é isso.
A antiga ministra da Administração Interna garante, no entanto, que não se arrepende de ter integrado o governo liderado por Luís Montenegro. Declarações de Maria Lúcia Amaral à Antena 1.
Depois do dia de ontem ter sido marcado por uma escalada da guerra entre Israel e Irão, Carla, esta madrugada não há registro de ataques e Donald Trump promete uma vitória total no Médio Oriente já nas próximas duas semanas.
O presidente dos Estados Unidos diz também que os preços do petróleo vão cair a pique. Declarações num comício em apoio ao senador da Carolina do Sul, que concorre nas primárias do Partido Republicano. Trump garante uma vitória dos Estados Unidos muito em breve.
O Irão não pode ter uma arma nuclear. É tão simples quanto isso. Eu acho que estamos a ganhar essa batalha e vamos vencer nas próximas duas semanas, quando declararmos vitória total. Vai acontecer muito em breve e os preços do petróleo vão descer a pique.
Uma vitória nas próximas duas semanas é o que diz agora Donald Trump. Entretanto, o enviado do Irão das Nações Unidas afirma que Teerão e Washington continuam com o objetivo de alcançar um acordo. Após uma reunião do Conselho de Segurança da ONU ontem, o representante iraniano diz que os países estão a apresentar e a trocar pontos de vista e opiniões para chegar a um texto final de um acordo de paz com a mediação do Paquistão. Depois de uma madrugada de domingo para segunda-feira marcada por ataques entre Israel e o Irão, a noite de hoje não registou qualquer bombardeamento ou ação militar entre os dois países.
São temas para análise no Gabinete de Guerra, depois deste Jornal das 7. E o presidente da República pede à Seleção Nacional que vença o Mundial de Futebol. António José Seguro diz que o país estáCom os jogadores.
Declarações de ontem à noite. O chefe de Estado deslocou-se até à Cidade do Futebol, em Oeiras, para se juntar ao estágio de preparação da equipa. Perante jogadores, equipa técnica e também o presidente da Federação Portuguesa de Futebol, António José Seguro pede que a seleção faça o que ainda não foi feito.
O país acredita em vós. Façam-nos sonhar. Tragam para Portugal a taça que nos falta. Vamos todos torcer por vós. E eu acredito, com o vosso entusiasmo, com a vossa força, com a vossa fibra, com o vosso talento e com o vosso trabalho, que isso é possível.
É a confiança do Presidente da República na comitiva portuguesa que viaja sexta-feira para os Estados Unidos para participar no Campeonato Mundial de Futebol. Depois desta cerimônia com a seleção portuguesa, António José Seguro segue hoje para os Açores, onde vai celebrar o Dia de Portugal.
E a dois dias do início do mundial, Carla, os preços dos bilhetes dos jogos estão a bater recordes.
A inflação a chegar a todo lado, não é exceção o Campeonato do Mundo de Futebol. As contas são trazidas pelo Martim Madeira.
O futebol é historicamente o desporto do povo, mas o Mundial 2026 está a transformá-lo num clube privado para quem tem mais dinheiro. Analisamos os números de uma inflação sem precedentes neste mundial. Começamos pela fase de grupos em Miami. O bilhete mais barato para ver Portugal defrontar a Colômbia custa $2.900. Para algum contexto, no Catar em 2022, os bilhetes mais acessíveis custavam apenas $11, uma diferença de mais de 10 vezes. Através do novo sistema de preços dinâmicos, um lugar para Uruguai e Espanha na fase de grupos valorizou 126% em apenas seis meses. Nas eliminatórias, o cenário agrava-se. Uma meia-final está a ser comercializada por $11 mil e, na revenda, os bilhetes que custavam originalmente $446 saltaram para os $22 mil. Mas é na final que a barreira do absurdo é quebrada. O bilhete mais barato da primeira fase de vendas equivale a metade do salário mínimo português e no site oficial de revenda da FIFA foram listados bilhetes por $2,3 milhões cada. Há inclusivamente um bilhete a valer mais de $11 milhões. A comparação histórica é reveladora. Por exemplo, no Mundial de 94, também nos Estados Unidos, um bilhete de categoria um para a final custava $50, cerca de $111 em valores atuais. Em 82, em Espanha, o preço era de apenas 800 pesetas, o equivalente a €4,81. Com transportes para os estádios a subir de $13 para $100 e a FIFA a cobrar 30% de comissão em cada revenda, a organização prevê uma receita recorde de $13 bilhões, quase o dobro da receita do último mundial. Resta agora saber se com estes preços o espírito das bancadas se mantém vivo ou se a elitização do espetáculo prevalece.
Martim Madeira, com o preço dos bilhetes do mundial nos Estados Unidos, Canadá e México, que estão a bater recordes. A competição começa daqui a dois dias, na quinta-feira, com o jogo de estreia entre México e África do Sul, às 20h.
7h10, Carla, que outras notícias a destacar a esta hora?
Volodimir Zelensky falou ontem ao telefone com os enviados especiais dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner, num esforço para reativar as negociações de paz e encontrar uma solução para o fim da guerra na Ucrânia. É o que pode ler-se numa publicação do presidente ucraniano nas redes sociais. Zelensky diz entender que a atenção mundial esteja neste momento focada na guerra no Irão, mas diz também que quer manter o tema Ucrânia na agenda. Por cá, hoje começa o julgamento do processo Tempestade Perfeita, depois da sessão marcada para 3 de junho ter sido adiada por causa da greve geral. Em causa, um processo relacionado com suspeitas de corrupção em obras públicas na área da defesa. Entre os 73 arguidos estão três antigos dirigentes da Direção-Geral de Recursos da Defesa Nacional, Alberto Coelho, Paulo Morais Branco e Francisco Marques. A maioria dos alunos do sexto ano realiza hoje a última prova de monitorização de aprendizagem, a prova Moda, que também deveria ter sido realizada na semana passada, mas que não aconteceu na maioria das escolas por causa da greve geral. 52% das escolas tiveram de reagendar os exames. São os dados do Ministério da Educação. Ora, já aqui falámos do mundial que está quase a acontecer. Isto é uma coisa que traz sempre muita nostalgia a quem acompanha o futebol há muitos anos e por isso pedimos à equipa de relatos da Rádio Observador para recordarem as melhores memórias que têm de campeonatos do mundo. Vamos ouvir.
O Campeonato do Mundo que mais me marcou foi o Campeonato do Mundo 2010, na África do Sul.
É um jogo que fica Espanha 3, Portugal 3. Cristiano Ronaldo faz um hat-trick, portanto marca três gols. A primeira memória viva, emocional, que tenho de um Campeonato do Mundo acontece em 2002, já com Portugal a participar e, portanto, essa memória tem a ver com o jogo de Portugal com a Coreia do Sul.
Lembro-me do Campeonato do Mundo do México em 86, onde Portugal esteve presente, mas acima de tudo lembro daquele golo do Maradona.
Maradona recebe a bola, tira dois adversários do caminho, dois ingleses, vai em velocidade pelo corredor direito, tira um terceiro, flete depois para fora e depois com o remate cruzado a bater Peter Shilton. É um golo fantástico de Diego Armando Maradona.
Que foi o México 86 e sobretudo pela primeira presença de Portugal. Ou seja, aquele golo de Carlos Manuel em Estugarda fez-nos todos sonhar com a participação no México.
E obviamente que aquele primeiro jogo contra a Inglaterra, em que vencemos os ingleses por 1 x 0, uma assistência de Diamantino e golo de Carlos Manuel.
A minha melhor memória é a última: o Argentina-França, a final do Catar.
Em 66, há uma bola que vai para o segundo poste na direção do Eusébio e ele de primeira enche o pé e o remate sai com tanta força, primeiro tornou-se indefensável para o guarda-redes e depois eu tenho a certeza absoluta que se a baliza não tivesse rede, ainda depois a bola não tinha parado. São algumas impressões, memórias do Augusto Inácio, João Castro, João Pinto, Luís Pinto Coelho, Pedro Fernandes, Ricardo Loureiro e Victor Diego Varela.
Que grande plantel!
São um grande plantel. Os melhores momentos que viveram no mundial. Não sei se vocês têm memórias disto, se é uma coisa que vos marca.
Eu é mais europeus, no caso.
Eu e o João Miguel vamos tomar o pequeno-almoço.
O jogo Espanha-Argélia do mundial de 86, transmitido a uma quinta-feira em diferido na RTP1.
E por que isso é tão especial para ti, Luís?
Uma das memórias mais antigas que temos.
México 86.
México 86.
Muito bem. Qual era a mascote do México 86?
Era o Pique Malagueta.
Era aquele, o Malagueta.
Seguiu-se o Narajito, 82.
Narajito, e depois houve aquele assim um bocadinho estranho do Itália 90.
Que era qual?
Que era só assim feito de retângulos ou cubos.
Ah, pois, é muito cubista.
Era.
Muito bem. Boas memórias.
Eu não me lembro do nome desse. E das canções? Bem, isso fica para outro programa.
Fica para o México 86, a canção é muito engraçada.
Mascotes e canções. Falamos disso na quinta-feira. Pode ser?
Combinado.
Ponto final no jornal das 19h.
observador




